Artista | Ivo Maia

Ivo Maia

As linhas são traçadas tão cuidadosamente que parecem não ter sido feitas à mão. A simetria entre os hemisférios da tela traz a sensação de fotocópia. O colorido é de qualquer cultura oriental que acredite na vibração das tonalidades. Mas essas características estão na obra de um paraibano de Catolé do Rocha, radicado em Ceará-Mirim, que pinta e expõe na calçada do Camelódromo do Centro de Natal.

Em 32 anos de artes plásticas e poesia, já participou de 183 exposições, das quais 120 coletivas e 63 individuais. Lugares como Estocolmo, Suécia, Portugal e Chile têm telas assinadas por Ivo Maia.

Barba e unhas crescidas, chapéu de vaqueiro e tintas e telas a postos. É o que se vê na entrada do camelódromo da avenida Rio Branco, onde o artista pinta, expõe e 'repassa" suas obras, no Beco das Cores. Ele não as vende. "Arte não tem preço. As pessoas adquirem, não compram”, esclarece Ivo Maia. E o valor para a aquisição de seus quadros -que levam até 35 dias para serem concluídos - varia entre RS 80 e RS 1.500.

Apesar de tirar das telas o sustento, tem a mania de artista de não ter apego ao dinheiro. "Não tenho interesse que sejam vendidos. É a minha imortalidade que está nos quadros e é por isso que faço com amor", diz o homem que cursou o magistério e é técnico de administração e operador de raio-x, mas largou as profissões para sujar as mãos de tinta.